DISFUÇÃO ERÉTIL ou IMPOTÊNCIA

Duas expressões para um mesmo problema
O que até bem pouco tempo era conhecido como Impotência, convencionou-se chamar de Disfunção Erétil. De qualquer maneira, não interessa o nome que se dê ao “fantasma”. O que se sabe é que ele existe e assusta uma legião de homens em todo o mundo.

Cerca de 48% dos homens entre 40 e 70 anos já foram atingidos pela Disfunção Erétil.

Estima-se que cerca de 8 milhões de brasileiros são acometidos por este problema que não tem sua importância devida graças ao machismo da sociedade ocidental. É mais do que isso.

A Disfunção Erétil age no íntimo de cada homem, na sua masculinidade, no instinto do macho que, por uma alteração qualquer da natureza, não consegue mais satisfazer o seu prazer, exercer sua virilidade ou seu desejo de preservação da espécie.

Esta parte tão complexa da medicina, onde vários fatores têm influência, requer uma abordagem cautelosa . É certo que cada homem que procura um consultório médico vai atrás de uma resposta ágil. O Viagra veio solucionar uma série de disfunções de origem psicológica e vascular, onde a necessidade de produzir a ereção é pequena. Mas o que fazer com pacientes que, mesmo com o Viagra, não atingem a ereção plena ou não querem ficar tomando o medicamento o resto da vida?

O período “pós-Viagra” incentivou uma série de pesquisadores a voltar para uma análise integral deste problema tão complexo. O objetivo inicial do diagnóstico é identificar se a disfunção é de origem psicogêncica, orgânica ou mista. Uma conversa criteriosa e calma sobre a situação sexual, psicossocial e médica de cada paciente dá, na maioria das vezes, o caminho a ser seguido. A partir daí, exame físico e exames complementares vão definir o tratamento a ser instituído.

O Sildenafil (Viagra), o Vardenafil (Levitra) e o Teldanafil (Cialis) melhoraram sensivelmente o desenvolvimento orgânico destes pacientes mas não conseguem interferir em seu psiquismo. A quase totalidade dos centros de estudo no mundo inteiro associa a PSICOTERAPIA às outras técnicas para a solução deste problema. Além disso, a participação da companheira tem um significado importantíssimo na medida em que o problema tem de ser encarado de forma médica e na cumplicidade do casal e não como uma perda da masculinidade.

Deve ser realizada uma avaliação minuciosa do sistema venoso e arterial da região inguinal, plexo pudendo e das artérias que dão irrigação ao pênis para identificar se existe a necessidade de algum procedimento cirúrgico mais adequado.

Muitas vezes a pouca irrigação do pênis pode ser o sinal inicial de uma doença vascular mais grave como no coração ou no cérebro.

Pacientes diabéticos apresentam como primeiro sinal de alteração vascular a dificuldade de ereção. Daí a importância de um exame completo para que, se necessária, a colocação de implantes penianos seja a melhor conduta. Chamadas próteses penianas, seu objetivo é simular uma ereção, não alterando a sensibilidade, o orgasmo ou a ejaculação. São colocadas, geralmente, sob anestesia local assistida, não requerendo internação hospitalar e o paciente pode voltar às suas atividades cerca de uma semana após o procedimento e as relações sexuais são liberadas em cerca de 30 dias.

O que mudou na abordagem da disfunção erétil é a abordagem ao paciente como um todo onde tão importante quanto o seu bem estar orgânico é o seu bem estar psíquico. Ele deve sentir-se seguro para relatar ao médico suas ansiedades mais íntimas. E o médico, por sua vez, deve ter a percepção para escutá-lo pacientemente e identificar qual o melhor caminho para a resolução deste difícil problema masculino.