A carboxiterapia é um método novo na medicina estética, apesar de já há muito usado em medicina para delimitação de lesões vasculares, desde o iício do séc. XX. É um método de fácil execução e com ampla documentação científica, que dramaticamente melhora a aparência da pele e do sub cutâneo, através da melhora da perfusão e do metabolismo tissular. É um tratamento rápido, confortável e efetivo na grande maioria das pacientes.

O tratamento utiliza o anidro-carbônico, um gás não tóxico, não embólico e presente normalmente como intermediário do metabolismo celular. Permite tratar diversas patologias, incluindo na área estética a celulite, a flacidez cutânea e estrias. Muito utilizado em outras especialidades, principalmente em angiologia e dermatologia.

A carboxiterapia iniciou-se na estação termal de Royat na França, para tratamento de arteriopatias obliterantes. Hoje apenas neste balneário são realizados 25.000 tratamentos por ano, o que atesta não só a grande eficácia do método, como também sua segurança.

Na Itália onde se utiliza há pelo menos 10 anos, é hoje a terapêutica de escolha na PEFS (celulite), bem como o principal método complementar na obesidade localizada.

Recentes estudos demonstraram a ação da carboxiterapia na melhora do parâmetros locais da circulação (estudos com doppler, laser-doppler e determinação da PO2 transcutânea), da elasticidade cutânea (elastômetro) e na redução da adiposidade localizada (medida da circunferência e estudo histológico).

Baseados nesses estudos, na ausência de toxicidade e de efeitos colaterais importantes, iniciou-se o uso também para a flacidez cutânea e para a adiposidade localizada. Recentemente o departamento de cirurgia plástica da Universidade de Siena – Itália, iniciou seu uso como terapêutica complemetar na lipoaspiração.
O gás anidro carbônico atua sobretudo na microcirculação vascular do tecido conjuntivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem veno-linfática.

Mecanismos da Carboxiterapia

1. Vasodilatação arteriolar do tipo ativo (ação direta do CO2 sobre o miócito vascular) que prevalece a nível local e indireto mediado pelo sistema simpático, que pode ser registrado a distância. Estas ações sinérgicas podem ser identificadas ao exame clínico inconfundível (visual e táctil), bem como à videocapilaroscopia, doppler laser etc.

2. Neoangiogênese (demonstrada em dados experimentais) é provavelmente a responsável pela persistência da melhora clínica ou “cura temporal”.

3. Efeito lipolítico parafisiológico, através do potenciamento do efeito paradoxal de Bohr e da ativação dos receptores da lipólise.

4. Efeito Bohr – a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio é inversamente proporcional à concentração de CO2 e do ph; portanto, há uma hiperoxigenação do tecido com aumento do efeito fisiológico lipolítico oxidativo.

5.Ativação de receptores – devido à hiperdistensão do subcutâneo, há estímulo dos baroreceptores – corpúsculos de Golgi (sensível as baixas pressões ) e de Pacini (altas pressões) – e consequente liberação de substâncias “algógenas”, quais sejam a bradicinina, catecolamina, histamina e serotonia. Estas substâncias atuam em receptores beta-adrenérgicos ativando a adenilciclase, promovendo assim aumento do AMPc tissular e consequente ação final hidrolítica sobre o trigliceride do adipócito.

A CARBOXITERAPIA se popularizou muito na Europa após a introdução de aparelhos que praticamente acabaram com alguns inconvenientes da técnica:

1. Admnistração do gás com fluxo constante e controlado, possibilitando mínimo desconforto ao paciente.
2. Garantia de máxima esterilidade do gás.
3. Possibilidade de controle do volume administrado.
4. Dupla saída que permite o tratamento de forma simétrica, reduzindo assim o desconforto do paciente e o tempo de tratamento.
5. Alarme de falta de gás no sistema.